O sistema foi desenvolvido e testado em Moçambique, Brasil e Indonésia, para cobrir uma variedade de tipos florestais e causas de desmatamento. Em Moçambique, o sítio de prova foi a Reserva Florestal de Mecuburi, na província de Nampula. O período de execução do estudo foi 2011-2013. O estudo foi coordenado pela empresa Remote Sensing Applications Consultants Ltd do Reino Unido, com a participação da SarVision, da Universidade de Wageningen da Holanda, e da Universidade Eduardo Mondlane em Moçambique.

Clareiras visíveis nas imagens ópticas de muito alta resolução (RapidEye) na Reserva Florestal de Mecuburi. Mudanças na cobertura de Julho de 2010 (à esquerda) a Junho de 2012 (à direita)
O seminário final realizado em Fevereiro de 2013 em Maputo, apresentou a avaliação do sistema, indicando que este tem uma capacidade real de identificar de forma rápida a remoção de árvores dentro da floresta através da detecção de alterações na cobertura de copas. A avaliação das alterações na cobertura de copas em períodos inferiores a um ano podem ser complicadas devido às variações estacionais com a caducidade foliar e a ocorrência de queimadas. A aplicação do sistema para a monitoria do REDD poderá ser influenciada pelo custo das imagens de alta resolução. Pois estas imagens deverão ser adquiridas com frequência, bem como a capacidade de resposta do sistema, uma vez detectadas as alterações na cobertura florestal. As recomendações, são assim de que o sistema possas ser utilizado com eficiência em áreas com maior risco de desmatamento, mas que se pretenda de facto reduzir ao máximo o desmatamento (p.e. nas áreas de conservação).
Para ver detalhes de resultados da avaliação na Indonésia e Brasil siga este link.



